terça-feira, 12 de julho de 2011
A moda
Falar e escrever sobre moda é como falar um pouco de nós mesmos. Mesmo que não tenhamos o hábito para constantes trocas de “guarda-roupa”, motivadas pelas tendências da estação (até, porque, estar 100% na moda pode extrapolar nossas economias), um item, um acessório, uma composição para somar aos itens que já possuímos, ou mesmo, a necessidade de comparecer em uma festa ou evento social nos leva a procurar, estudar, analisar o que a moda está ditando para o momento.
Assim, é possível dizer que todos, em algum momento, em alguma situação pensam e vestem a moda. A moda parece, dessa forma, fazer parte da nossa construção como pessoas inseridas numa cultura, numa sociedade. A moda é um símbolo que nos coloca dentro de uma determinada cultura. Ela nos faz fazer parte de um conjunto de pessoas numa mesma “linguagem” de estilo para vestir o corpo. Ou seja, não penso na moda unicamente como um símbolo de beleza e bem-vestir, mas um meio de inserção, de comunicação de representação daquilo que sou, do que pretendo ser... A moda que visto diz muito do que sou; ela é um símbolo que traz um significado daquilo que sou (é claro que dizer o que significa algo é como dizer como a cor preta deveria, por regra, fazer as pessoas se sentirem, ou seja, a cor preta tem significados diferentes para cada um: para alguns é luto, outros é sofisticação. Assim, uma cor, por exemplo, tem significados diferentes em lugares diferentes).
A moda pode ser vista, em tais parâmetros, como uma instituição social. Segundo Lipovetsky (Império do Efêmero, 1989), a partir da década de 1960, a moda da Alta costura perde poder, dando lugar ao prêt-à-porter (produção industrial atrelada a produtos de boa qualidade, acompanhando as tendências) o que permitiu que vários segmentos de classe social tivessem acesso a moda. Processo que possibilitou ao ser humano expressar sua individualidade e personalidade por meio da roupa, como um estilo de vida, atitude e comportamento.
Mas, é preciso dizer que o caminho da moda também gerou e criou “necessidades e desejos” na sociedade. No entanto, acredito que mesmo que a moda tenha poder de criar o consumismo, ao mesmo tempo, ela permite ao ser humano constituir e/ou reforçar identidades e inserção social a partir do que ela oferece através de suas tendências.
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