Num blog como o meu, que tem por linha somente as emoções vividas, a postagem de hoje nada tem de diferente nessa meta..
No dia 06 de maio de 2017 ouvi, assisti, me emocionei e (re)percebi as questões tão tênues e, por isso mesmo, tão importantes do TEMPO, a parcela dos momentos, a comunhão da amizade e a grandeza do AMOR!
Sem palavras que encontro apropriadas por tudo aquilo presenciado, olhado e admirado, basta dizer que estive na linda e emotiva cerimônia do casamento de Bibiana Neubarth e Pedro Rodrigues. Acredito que entorpecida pelas paisagens, pelos momentos e palavras, aonde, entre declarações de amor, depoimentos e poesias pelos noivos e famílias, o pai da noiva, Fernando, encantou ao falar do 'tempo', da saudade, do companheirismo, do amor amigo, dos afetos familiares (que a vida por seus percalços e destino vai nos afastando), do viver o momento como uma mágica da vida...tão curta..aonde ele, o mestre Tempo nunca espera.... e o Amor tão singelo e poderoso, deve ser constantemente celebrado!!
Dos lugares, do entardecer e amanhecer, das palavras e das companhias há muito para pensar, para aproveitar o vivido para buscar um novo agir permanente...
Denise Preussler
segunda-feira, 8 de maio de 2017
quarta-feira, 6 de julho de 2016
A fotografia..uma pedagogia
Eu adoro fotografia! Confesso que na época da película eu me
encantava muito mais pelo processo que demandava, pela expectativa do resultado..!
Contudo, a evolução da tecnologia e da Internet permite imagens de qualidade e
instantâneas para um universo de pessoas. É fato que a fotografia nos acompanha
por todo o lugar, principalmente se falarmos a respeito das redes sociais.
Atualmente vemos o mundo que estranhos vivenciam, viajamos com amigos,
presenciamos qualquer momento de nossos familiares distantes ou próximos, vemos
tragédias e vitórias, vemos o Mundo de perto e de longe...
Nossos jornais e as revistas de todos os tipos (das
institucionais às de moda) ressaltam em suas capas e, em todo o interior, as
fotografias. Fotografias que, em maior ou menor evidência, nos comunicam,
seduzem, chamam a atenção, produzem um apelo ou fazem parte de um complemento
informativo, tanto da manchete principal como das secundárias.
Muitos estudiosos falam de imagens. Das imagens relacionadas
com revistas e jornais, Marília Scalzo (Jornalismo de Revista, 2003) destaca
que as capas de revistas, com suas pictografias, são feitas para vender. O foco
é encantar o leitor e proporcionar destaque na competição para a venda nos
expositores das bancas. Há, porém, revistas que utilizam fotografias, mas não
precisam vender. Em meu trabalho de mestrado, analisei as revistas
institucionais. Essas não precisam concorrer pelo gosto do leitor em bancas. De
fato, tal utilização de fotos tem muitos propósitos e buscam por agregar um
assunto da pauta à atual sociedade que privilegia o sentido da visão. Tipo uma
sinergia com ‘o mundo’ exclusivo de que a revista aborda. Revistas industriais,
por exemplo, buscam layout com
engrenagens, peças, motores, vendas, pessoas na vida laboral, etc., ou seja,
agregam textos/imagens às faces dos temas específicos para a divulgação e
visibilidade das análises e abordagens enfocadas...e algo mais...
As imagens se tratam de uma ‘linguagem’ atributiva para a
compreensão dos sujeitos, das coisas e dos temas relacionados, construindo e
disseminando significados a respeito dos mesmos. Stuart Hall (1997) fala da
produção de conhecimento através da linguagem e da representação e ao modo como
o conhecimento é institucionalizado, modelando as práticas sociais e, dessa
maneira, pondo as práticas em funcionamento, produzindo identidades, marcando
diferenças, constituindo identidades.
Então, fotografias entendidas como representações (conceito que
envolve a utilização da linguagem, dos sinais, dos signos, das imagens que tem
um significado ou representam algo para as pessoas), ao produzirem determinados
significados, estabelecem identidades sociais, definem quem nós somos, como
deveríamos ser e, também, quem são os outros, como devemos nos portar,
trabalhar, divertir..Trata-se do elo entre os conceitos e a linguagem
utilizada, aqui com referência às imagens, que nos possibilita interpretar e ‘definir’
o mundo de maneira mais ou menos parecida, compartilhada, dando sentido àquilo
que somos e para a experiência tanto nossa como a representada.
Ao perceber tais concepções, há a ampliação do conceito de
pedagogia, com a inclusão também das imagens. Isso significa dizer que a
educação é abrangente. Silvio Gallo (Deleuze & a educação, 2008) ao se
referir à educação, expressa que o aprendizado “não pode ser circunscrito nos
limites de uma aula, da audição de uma conferência, da leitura de um livro; ele
ultrapassa todas essas fronteiras, rasga mapas e pode instaurar múltiplas
possibilidades”(p.85).
Assim, podemos perceber a fotografia como uma instância
social que dissemina conhecimento, narra práticas e princípios pela criação de
contextos e representações que circulam nela. A visualização de imagens permite
que pensemos sobre as fotografias para compreender seus alcances, seus ‘apelos’,
seus valores, suas compreensões, seus posicionamentos políticos, seus papéis
sociais constitutivos, etc.
Para ampliar a importância de pensarmos no poder de
representação das fotografias, basta observar sua presença no mundo dos meios
de comunicação e social atual, sua presença em diversas culturas, junto aos
mais diferentes públicos etários, mostrando, criando, ilustrando, instituindo
hábitos, maneiras e costumes.
Ao perceber representações em cada fotografia, as entendo
como uma embalagem de ideias que fala, que ensina, que direciona, que interage
com as nossas percepções numa visão de mundo da perspectiva, dos signos e, sim,
do olhar do fotógrafo. Ou seja, para aquilo que importa à pessoa que fotografou,
ou do que quer dizer, mostrar, transmitir, indicar e provocar reflexão, nos
inserindo em contexto sugerido, num ponto de interesse específico, de maior ou
menor valor, buscando a consciência dos elementos que o cercam, produzindo,
construindo nexos, fazendo circular significados.
Assim, da próxima vez que olhar uma fotografia, analise,
perceba, entenda o que ela diz, o que ela representa, o que ela ensina?
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Eu tinha 18 anos..
Lembro desde bem pequena a mãe e o pai cantando “eu tinha 18
anos, nem gosto de me lembrar!’ Uma frase recorrente era também expressa: “inflação
galopante (das primeiras vezes que tive a consciência de ter ouvido, lembro
claramente – hoje tenho de rir – imaginar a inflação, que não sabia ser o quê –
cavalgando nas costas de um cavalo... Como era bom ser criança).”
Meu pai, um viajante – o que hoje denominamos representante
comercial. Minha mãe, professora estadual. No nosso dia a dia de família
grande, composta de sete pessoas (cinco crianças), vi dedicação diária,
trabalho árduo, esforço contínuo, disciplina e muitos, muitos sorrisos e
carinho.
O pai passava dias fora, indo por terrenos nesse Rio Grande
vender e sustentar os ‘barrigudinhos’. Terrenos que muitos hoje veem apenas
como hobby. Como criança adorava ouvir suas histórias das viagens das semanas.
Eu as via como maravilhosas expedições... muito longe da realidade de
dificuldades vivenciadas...dos atoleiros, das enchentes, de estradas
praticamente intransponíveis, onde o carro era ‘ajudado’ por uma junta de bois
de algum morador local de boa vontade!! Cresci com um pai herói! Com pais
heróis!!
Um dos grandes inusitados que reconheço em tudo isso é, que
apesar de tudo ser bemmm difícil na época, a fé no dia de amanhã sempre foi uma
constante! Assim como o sorriso e os conselhos para a dedicação nossa tanto no
estudo como em toda a tarefa que fazíamos...!
Vivíamos numa época de ditadura....pouco podia se expressar,
mas lembro de vivenciar conceitos de disciplina, ética e honestidade, tanto na
minha família como em outras que convivíamos. Conceitos que atualmente muito
leio em livros!!... Assim, outrora vivíamos inseridos num mundo de trabalho árduo com fé no amanhã, somado ao
sorriso e comprometimento na família!
Hoje vejo a democracia...a inflação galopante...vejo a
liberdade de expressão...vejo conceitos importantes em livros...vejo em muitos
o trabalho árduo com desesperança e muita falência da família!
Eu tinha 18 anos, eu gosto de me lembrar!!!
Beijos mil pai e mãe!
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Histórias para contar

O assunto que hoje nos move é a crise econômica. Crise com sinônimo de incertezas, aflição com o amanhã e uma necessidade iminente de prevenção, cautela, poupança! Contudo velhas máximas dizem que “a crise é uma momento de oportunidades”, ou seja, “em época de crise, uns choram, outros aproveitam e vendem lenços”. Ao pesquisar vi que a palavra ‘crise’ em chinês significa perigo e oportunidade. Mas, diante das recentes notícias de que a China desvaloriza sua moeda (Yuan) em 1,9%, após a divulgação de dados que mostram a economia em desaceleração, não sei se a situação na China retrata o significado da palavra.... Parece que o mais espontâneo a falar do futuro mundial é: “sei que nada sei” (Sócrates).
Basta uma breve conversa empresarial, na fila de um
supermercado, em um chimarrão com amigos para ouvir que a crise está instaurada
no cotidiano de todos. De uma maneira ou de outra, com linguajar técnico ou
coloquial, todos estão incertos, reclamam da situação geral, e com o tempo da
conversa, buscam um desvio que poderia levar a um novo crescimento, ou no
mínimo, um congelamento da crise. E, a palavra mais falada é ‘economizar’.
No mundo dos negócios, empresários, investidores e
comerciantes buscam a solução em profissionais gabaritados (do
balconista/vendedor/atendente ao operário/colaborador/auxiliar/gerente/chefe de
setor, até ao profissional liberal, da saúde, de marketing, agências e
comunicadores...) que estejam atentos às transformações econômicas, com
desenvoltura, criatividade, que saibam definir estratégias, que busquem
oportunidades e as façam crescer. Parece ser provincial frente à crise.
Ao mesmo tempo, vejo outro nicho fora dos holofotes que tem importância
econômica crescente: gestor(a) do lar: é na casa da gente que a economia
começa. É preciso criatividade, desenvoltura, adequação tecnológica, iniciativa
da melhor resolução de problemas... surge a necessidade de ousadia e pessoas
prontas para novos desafios para pequenas soluções; onde antes se ouvia “não
sei fazer; só faço isso, não aquilo..”, vejo pessoas buscando aprender o
reaproveitamento, aprender pequenos consertos, aprender a customizar. Não
empacam, são instigados a melhorar, a crescer, a superar desafios, a se
tornarem melhores naquilo que podem e se propõe a fazer. Buscam economizar. Não
deixam passar as pequenas (porém grandiosas) oportunidades. Uma nova classe se
forma buscando superar os desafios domésticos frente à crise. Vejo isso pelo
meu próprio exemplo... me vejo querendo aprender a fazer o que já imaginava
saber e o que não supunha vir um dia a fazer. Vejo que é tempo de deixar de
lado velhos conceitos para aderir a um mundo mais arrojado, abrangente, mais competente e polivalente.
Então, mesmo que seja indiscutível ser a crise um momento
que faz chorar e dá sensação de insegurança, a busca pelo desvio se torna uma
arma para que mudemos atitudes, para que aprendamos mais, para que transformemos
conceitos, mas sem perder a ética, a postura e o prazer de fazer a coisa certa.
Eu vou vender lenços? Acho que não, mas vou fazer a diferença ao meu alcance
desenvolvendo minhas possibilidades e especificidades. E você?
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Nos dias de hoje, a sexta-feira Santa, feriado cristão que antecede a Páscoa, os rituais da refeição demonstram a expressão de sentimentos tanto do sacrifício de Cristo, como de solidariedade para o mundo e às pessoas que passam fome. Assim, um dia para reflexões... e comer peixe como uma forma de abstinência...
Para a gastronomia funcional, um dia também, para alimentos mais leves e saudáveis, em que a carne vermelha cede lugar para a carne de peixe.
Hoje em dia temos uma variedade enorme de peixes nos supermercados e lojas especializadas que buscam oferecer satisfação para os mais variados paladares. Minha indicação para essa data tão especial é o Alabote. Esse peixe é encontrado nos Oceanos Atlântico e Pacífico. É um peixe de crescimento lento e pode atingir até 70 quilos, por isso, sua pesca é permitida apenas nos meses de verão, mas pode ser encontrado congelado em qualquer mercado. Ele tem uma carne magra com fina textura, muito branca, sabor delicado e alto valor nutritivo, sendo uma boa opção para qualquer refeição.
Grelhado ou assado essa opção de peixe apresenta, a cada 100 gramas, aproximadamente 150 calorias. Também, por volta de 53,07 mcg de selênio; 0,34 g de triptofano; 8,08 mg de vitamina B3; 323,19 mg de fósforo; 121,34 mg de magnésio; 0,62 g de ômega 3; 1,55 mcg de vitamina B12; 0,45 mg de Vitamina B6 e 653, 18 mg de potássio.
Leia a composição nutricional da embalagem do peixe. Muitas opções são de valor acessível e muito nutritivas.
Abençoada Páscoa
Para a gastronomia funcional, um dia também, para alimentos mais leves e saudáveis, em que a carne vermelha cede lugar para a carne de peixe.
Hoje em dia temos uma variedade enorme de peixes nos supermercados e lojas especializadas que buscam oferecer satisfação para os mais variados paladares. Minha indicação para essa data tão especial é o Alabote. Esse peixe é encontrado nos Oceanos Atlântico e Pacífico. É um peixe de crescimento lento e pode atingir até 70 quilos, por isso, sua pesca é permitida apenas nos meses de verão, mas pode ser encontrado congelado em qualquer mercado. Ele tem uma carne magra com fina textura, muito branca, sabor delicado e alto valor nutritivo, sendo uma boa opção para qualquer refeição.
Grelhado ou assado essa opção de peixe apresenta, a cada 100 gramas, aproximadamente 150 calorias. Também, por volta de 53,07 mcg de selênio; 0,34 g de triptofano; 8,08 mg de vitamina B3; 323,19 mg de fósforo; 121,34 mg de magnésio; 0,62 g de ômega 3; 1,55 mcg de vitamina B12; 0,45 mg de Vitamina B6 e 653, 18 mg de potássio.
Leia a composição nutricional da embalagem do peixe. Muitas opções são de valor acessível e muito nutritivas.
Abençoada Páscoa
sexta-feira, 27 de março de 2015
Gastronomia funcional
A gastronomia funcional ingressou nos
meus estudos há pouco tempo. Ela compõe uma nova proposta alimentar, isto é,
uma releitura gastronômica. É um processo em que existe a preocupação
nutricional a partir do conhecimento científico, da composição dos alimentos (com
micro, macronutientes e substâncias bioativas), do cuidado com as técnicas de
preparo, utensílios e materiais utilizados no preparo dos alimentos e, os
aspectos culturais associados ao ato de se alimentar. Ou seja, uma sinergia da
arte de cozinhar, do prazer de comer e da transformação das preparações levando
em conta o ponto de vista nutricional. Parece-me, de certo modo, que é voltar
aos ditos da Idade Média quando se comia para viver ao invés de viver para
comer.
Bom, iniciei o curso por vários
motivos: porque gosto de estudar, tenho curiosidade sobre as coisas e, entendo
que a culinária (que é uma parte da gastronomia), antes de ser a arte de
cozinhar, é uma forma de carinho, de preocupação e de demonstração de amor.
Digo isso por conta de que, quando estou dedicada a tal atividade, me percebo, a cada
prato que faço e (re)invento, pensando tanto nos ingredientes e suas agregações,
como nas pessoas para as quais eu cozinho...será que vão gostar, se o resultado
os fará feliz, se fará bem para a sua saúde....enfim.
Mas, preciso confessar que iniciei o
curso não esperando grandes novidades agregadoras ao meu ‘conteúdo’ culinário. Sempre
pensei que sabia muito de cozinha, porque há anos me dedico a experiências,
pesquisa e a conhecer novas receitas.... E, na realidade, percebi mais uma vez
que a gente sempre aprende coisas novas quando resolve se dedicar a estudos,
mesmo daqueles assuntos que acreditamos ter uma base valorosa.
Depois da primeira página, não
consegui parar tão facilmente de ler o que as apostilas me ‘contavam’. Comecei
a ver que não reparava com clareza na grandeza da culinária como uma inegável
expressão da condição humana, desde a pré-história até os dias de hoje. Parei
para imaginar um punhado de grãos nas mãos e visualizar (tentar) o poder que
tais grãos tiveram e tem para a vida e, o que representaram na evolução dos
homens até os dias de hoje.... Li e percebi o trigo e suas utilizações como a
base da vida...
Esquisito...surpeendente...poderoso!
Por isso, nesse texto de hoje, o
novo conceito de gastronomia faz uma breve viagem da relação do homem e do
trigo: o homem com o pão e a cerveja. Uma evolução com ganhos e perdas.
A História conta a descoberta do
fogo, a feitura de mingaus com o trigo, o acaso da fermentação do mingau
aquecido no fogo....a criação da cerveja, uma bebida de idade tão velha como o
pão. Não há dados precisos de quem veio primeiro: o pão ou a cerveja. Tanto um
como o outro parecem ter surgido na mesma época. Sabe-se, contudo, com certeza,
que quem controlava os grãos era quem detinha o poder. Isso é fácil imaginar!!!
Relatam os livros muitas histórias
sobre a cerveja e o pão e, como eles foram, em certa medida, transformando e
formando as sociedades. No Egito antigo, grandes cervejarias produziam tal
líquido/alimento confiável (já que a água dos riachos era incerta), que servia
também como pagamento aos construtores das pirâmides. A cerveja era uma moeda
importante! Já, para o Império Romano, o trigo tinha no pão o seu símbolo de
alimento preferido para acompanhar o mel e as frutas. Pão e cerveja eram
alimentos determinantes.
A Idade Média foi caracterizada pela
grande diversidade alimentar e, há relatos interessantes da divisão de claro e
escuro da cerveja e do pão, que demonstraram ser um dos tantos catalisadores da
ratificação de classes sociais. Na época, começaram a peneirar a farinha
(deixando de aproveitar fibras e germe do trigo; uma perda nutricional) e descobriram que podiam
produzir um pão mais branco e fofo, que acabou por ser alimento destinado aos ricos;
já o pão com trigo sem tal processo e resultando num produto escuro e com
fibras era para camponeses e trabalhadores (mais rico em nutrientes). O mesmo
aconteceu com a cerveja, quando começaram a secar os grãos e conseguiram produzir
uma cerveja mais dourada, que começou a abastecer preferencialmente as classes
mais abastadas, que deixaram de consumir a cerveja mais escura e a destinaram
como bebida das camadas sociais menos favorecidas.
No começo do Século XX a cerveja
deixa de ser considerada nutritiva para ser denominada de saudável e, a
publicidade e a produção industrial reduzem o sabor e aprimoram a coloração. O
pão passa a ser amplamente produzido de maneira industrial cada vez mais fofo e
branco e menos nutritivo.
Parece que beber cerveja e comer pão
também é viver a história da humanidade. São partes de rituais que foram se
modificando e nos modificando há mais de dois mil anos, em que a comida é símbolo de vida, nutrição, morte e poder.
domingo, 1 de março de 2015
O que há do outro lado do mundo?
Para mim, do outro lado do mundo há uma grande saudade...
Que com a oportunidade, passou a ser uma necessidade! Até lá visualizava uma distância
em horas...não imaginava o que representaria esse tempo dentro de aviões e
aeroportos... Chique? Não, cansativo....mas tudo é, acredite, acalentado pelo
propósito de tornar as lembranças da pessoa querida, uma presença de contato!!
Mas lá do outro lado do mundo encontrei coisas que não imaginava...cotidianos
muito diferentes, e da língua, nem se fala. Vi um lindo zoo, bonito e grande!
Com acomodações diferenciadas para os animais. Os percebi, na maioria, não
parecerem tristes, mas sim, curiosos ou descansados. Realmente alheios da
procissão formada pelas pessoas. Exceto os elefantes, eu diria que estavam
estressados. As suas acomodações fechadas eram pequenas e o número deles era
grande. Creio que o frio não os ‘deixou’ ir para a rua.
Havia ali, no zoo de Pequim, inúmeras pessoas com suas
famílias, e crianças correndo, puxando a mão dos pais, sempre na expectativa do
próximo animal que encontrariam. Vi, que apesar da emoção infantil de estar em
um zoo não diferir do ocidente para o oriente, as roupas dos pequenos mostrava
o modo particular da infância e dos cuidados pessoais. Culturas..., no mínimo,
estranho para mim.
O metrô, com certeza te leva para qualquer lugar. Mas cada
estação é enorme e um lugar provável para me perder. Levaria muitos, muitos
dias para compreender todo o processo e para entender aonde deveria parar e
onde deveria pegar outra linha. Sem minha assessoria nada conseguiria.
As ruas e ruelas com lanternas vermelhas vibravam o ano
novo.
As casas tinham as portas enfeitadas com imagens de ovelhas e cabritos,
dando um sentido para o ano vindouro para as pessoas daquele lugar. Também,
reparei nos muitos banheiros públicos presentes na parte mais antiga da cidade.
Estavam ali para suprir as várias casas que não possuem esses aposentos.
Assim,
percebi várias coisas e, pasma, muitos
trajetos caminhei na neve...nunca imaginaria...senti os flocos caindo no rosto.
Fiquei encantada com a leveza, não pensava ser tão delicada. Gostei de sentir! Gostei de ver os lagos congelados e por a ponta do pé na 'poça de gelo' pelas ruas...
Mas não gostei muito da comida que encontrei por lá e, muito, muito menos ainda de usar máscara para me proteger da poluição...
O que há do outro lado do mundo? Coisas boas e ruins,
esperança e tristeza, belezas e feiuras...tudo vai depender do olhar...!
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