Muito já foi escrito sobre fazer aniversários: são poemas, crônicas, artigos.... Mas o que faz a gente sentir esse sentimento "visível" em nossas vidas?
Quando completamos mais um ano de vida? Quando algum parente festeja a data? Parece que fazer aniversário está em nossa vida como "uma segunda pele", mas só o percebemos em razão de determinadas lembranças, festividades, ou, até mesmo, ao olhar fotografias ou visualisarmos a nossa imagem no espelho - quantas rugas, quantos fios de cabelo grisalhos.
Fazer aniversário só se torna "visível" quando o percebemos próximo, porque a prática de fazer aniversário se tornou naturalizada, é comum, todo mundo faz... aniversário só se torna "visível" quando refletimos sobre ele.... seja ele em que fase da vida.
Fazer 16 anos (como minha filha Roberta, que completa neste dia 09/03) hoje, com certeza é uma crescente cronológica como há qualquer momento na história da humanidade, mas é uma vivência diferente, bastante diferente, por exemplo, deste mesmo momento há 30 anos atrás. 16 anos é ser adolescente em qualquer época, certo. Mas hoje existe uma evolução que vai além daquela designação "de idade difícil". 16 anos hoje é correr para o msn ao voltar da escola, quando há 30 anos atrás se corria para fazer as atividades domésticas,os temas, para ter mais tempo para uma 'voltinha no centro da cidade'. Com 16 anos hoje, a preocupação é estar ligado no que o mundo virtual oferece, quando há 30 anos atrás a preocupação era o passeio para a 'paquera'. com 16 anos hoje, se pensa num intercâmbio para fazer, quando há 30 anos atrás se pensava em que ia trabalhar...
Fazer 16 hoje é diferente do que há 30 anos atrás. Contudo, fazer 16, 30, 50, 90 anos hoje, continua sendo uma dádiva pela vida. Saúde, felicidade e paz para todos os aniversariantes! Busquem tornar "visível" os aniversários para além de uma festa, mas, também, como um período de reflexão e autoconhecimento.
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