A melhor mãe do mundo, todas querem ser, e todos querem ter. Há cerca de dois anos comprei um celular novo. O meu, até então, devido a um incontável número de quedas (sem intenção, é claro) rachou. Em uma das minhas idas a Porto Alegre fui ao shopping Moinhos. Lá parei numa lojinha, uma operadora de celulares, e comprei um aparelho novo. Um aparelho sem ‘frescuras’: nada de câmeras e demais acessórios, só o básico para falar e enviar torpedos (não sou muito cuidadosa com os aparelhos, então, nada de objetos muito caros).
Ao retornar para casa mostrei aos filhos a minha aquisição. Pedi para minha filha do meio, a Paula, passar para o parelho a foto da Cindy (nossa saudosa amiga canina) para ficar como ‘descanso de tela’. No outro dia, ao ligar o celular, vi a mensagem de abertura que a Paula escreveu: “A melhor mãe do mundo”.
Não soube bem o que pensar naquele momento. Na verdade, sempre persegui essa frase em meus pensamentos. Naquele momento, prontamente, no auge do meu ego e vaidade, pensei: é verdade que sempre me ‘puxei’ para fazer da minha maternidade algo de muito bom e construtivo com os seres humanos que me foram presenteados pela vida... Nossa!
Mas uma coisa é pensar, outra é ler aquela frase, muito direta, escrita pela minha filha. Isso mexeu consideravelmente comigo, e muitos dos questionamentos constantes, mas evasivos até então, afloraram: sou boa mãe? Mas e as tantas falhas? E as vezes que pensei acertar e errei. E as vezes que deveria estar presente e não estive (por um motivo ou outro). E as vezes.... Com três filhos, será que sempre consegui ser justa com eles (individualmente ou não) nos abraços, nos ditos “eu te amo”, nos pareceres, nas orientações, nas reprimendas?
Pensei na criação que tive com meus pais, nas orientações recebidas, nas vivências da maternidade até então... muitas sensações de situações vividas repovoaram minha mente como um turbilhão. Desde tal dia busco mais intensamente avaliar todos aqueles questionamentos. Desses e outros tantos, uma coisa consegui perceber: que tenho apenas uma verdade desde o nascimento dos meus filhos: sim, sou mãe, mas não sei se sou, já fui, ou existe ainda por vir em meu ser a melhor mãe do mundo... De certo entendo que estou sempre “à cata” de sê-la, mas confesso: como é difícil dia a dia essa busca! Sempre vai faltar algo, sempre vai ter ‘porém’, sempre haverá “SENÃO”... É muito complicado falar na ‘melhor mãe do mundo’!
Sei que, tanto agora como no primeiro dia que peguei um dos filhos no colo, uma particularidade como mãe me é constante: estar continuamente na missão de construir (na medida do possível), junto aos meus filhos, algumas noções para que sejam felizes e se transformem em pessoas equilibradas, que consigam meios positivos para se ‘desvencilharem’ ou superarem (sem prejudicar a si e aos outros física e moralmente, respeitando as diferenças), da melhor maneira, os problemas que surgem todos os dias, enfim...
Com a vida passei a acreditar que ser a melhor mãe do mundo, todas as mães são, na medida em que compreendam e aceitem que ser mãe também é ser uma mulher. Uma mulher que erra e acerta, que busca uma vida com bons acontecimentos, que busca a harmonia das convivências, que busca a realização de ver os filhos integrados e cientes das suas qualidades e defeitos para viver uma vida plena tanto profissional como afetiva.
A melhor mãe do mundo parece ser uma busca “natural” de uma construção cultural da vida das mulheres. E esse já é outro rumo a ser discutido na construção do gênero feminino!
Que lindo!!! Só mesmo a melhor mãe do mundo para guardar na memória, com tamanha exatidão, pequenos momentos e ações dos filhos! Me emocionei!
ResponderExcluirTenho também esta foto da Cindinha no meu telefone, e não há uma vez em que, ao vê-la, não me venha à cabeça a ligação de família que tínhamos com ela.
Beijos, te amo!!!!!!!