Sempre me percebi como cidadã do mundo: o lugar para morar é
onde estava. Há pouco tempo atrás percebi que o lugar onde moro é em várias
cidades: Além de Três Coroas, moro em Porto Alegre, Taquara e Canoas. Por quê?
Porque o que de melhor produzi reside, estuda ou trabalha aqui, lá e acolá. Ou
seja, é onde mora o meu coração, é onde trabalham e moram os meus filhos.
É interessante pensar que não faz muito, Porto Alegre, que
me significava um lugar de trabalho e lazer, passou a ser também o meu lar.
Isso, porque, com os filhos crescidos, as faculdades e os trabalhos, novos
rumos precisavam ser buscados, conquistados e amados. E o Interior, com seu ar
de ‘família’ precisava ser superado, ou até, quiçá, ser ‘implantado’ nas ruas
da Capital. E é na agitada e, paradoxalmente, interiorana Av. Protásio Alves,
que encontrei mais um lugar para o meu coração morar. Com seus corredores de
ônibus, a agitação e a pressa das pessoas, vi um burburinho de vida bairrista,
de sentimentos de amizade e cooperação entre as pessoas. Parece que algo de
mágico acontece por lá, uma mistura de inquietude e paz inexplicável que
encanta e cativa (será verdade ou estou querendo enxergar tal situação?). Sei,
ao certo, que hoje, Porto Alegre é mais um lugar para chamar de lar.
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